Whisky
Historicamente não há afirmações conclusivas sobre o momento exato do inicio da produção do whisky. A versão que é oficialmente aceita, segundo registros históricos existentes que fazem parte do acervo do Museu de Edimburgo, na Escócia, afirma que 1494 é o início da produção da bebida tal como é hoje.
Relatos históricos afirmam que o rei Jaime IV encomendou ao monge beneditino John Cor, da Abadia de Lindores, 35 caixas da então conhecida acqua vitae (água da vida em latim, primeira designação da bebida). Consta dos registros públicos do Tesouro Público Escocês que o monge, para garantir a produção, adquiriu oito medidas de malte, equivalentes a mais de uma tonelada.
A produção resultou em um total de 1400 garrafas, o que significa que a arte de destilar bebidas já era bastante desenvolvida. Observava-se , antes desse período, que era comum os cereais acabarem fermentando nas colheitas que enfrentavam muita umidade. Assim, quando os grãos não podiam ser ressecados eram considerados impróprios para o consumo humano, sendo, então, aproveitados como matéria-prima para a produção de álcool.
As primeiras referencias de bebidas elaboradas à base de cevada remetem à Grécia antiga. Com o passar do tempo, sofreram alterações e atravessaram fronteira, até chegar a Júlio César durante sua empreitada de atravessar o Canal da Mancha, com o objetivo de dominar os celtas, povos ancestrais dos escoceses e irlandeses. Os romanos denominaram a bebida como acqua vitae termo que os celtas adaptaram para whisky beata (termo gaélico, dialeto até hoje falado em algumas regiões da Escócia).
Os celtas não apenas assimilaram a nova bebida como – certamente graças a seus efeitos estimulantes- atribuíam-lhe características metafísicas. Acreditavam que a bebida tinha o poder de reanimar corpos e espíritos e renovar esperanças. Em termos práticos um autentico elixir da vida, não coincidentemente denominado água da vida. E essa crença acompanhou gerações e chegava a ser difundida em pregações religiosas.
Atribui-se a Escócia, amparada na experiência de cinco séculos e berço de mais de 100 destilarias, a excelência na produção de whisky. Todavia isso não se deve apenas pela sua tradição secular. Acredita se que o grande trunfo dos escoceses para a produção de seu scotch diferenciado, seja a qualidade da água utilizada na produção da bebida. A presença dessa água, única em pureza e leveza, se dá apenas em algumas regiões escocesas. Ela jorra de nascentes localizadas junto a formações rochosa de granitos vermelhos.
Carro-chefe entre os produtos escoceses de exportação, o whisky, é produzido por inúmeras destilaria em varias regiões do país. Em geral se localizam nas Highlands (maior produção), Lowlands, Speyside (margens do rio Spey), ilha de Islay e península de Campbeltown. Especialistas garantem que a bebida reflete aspectos geográficos da região onde é produzida.
