Cervejas

Num sentido geral a cerveja é provavelmente a mais antiga e universalizada das bebidas alcoólicas, testemunhos válidos citam a cerveja como oriunda dos babilônios há 6 mil anos.

Historicamente era conhecida entre os africanos uma bebida com o nome de pombe , um fermentado de milho. Os hindus e persas tinham a soma e a haoma de trigo, os japoneses sempre tiveram o seu fermentado de arroz, o sake.

Habitantes do Pacifico, na Micronésia e na Polinésia, tinham a kawa, na América do Sul a chica, uma cerveja de milho. Na Rumânia a braga e na Macedônia a bosa. Alguns historiadores situam o aparecimento da cerveja no período neolítico em função de culturas agrícolas sedentárias. Supõe se que alguns vegetais seriam utilizados para fins cervejeiros. A matéria-prima era mastigada por mulheres. E impregnada de saliva era colocada em recepientes de barro ou de madeira onde fermentavam.

Na Idade média fortaleceu se o hábito de beber cerveja, há um aumento na produção tanto em quantidade como em qualidade, surgem descrições minunciosas de suas matérias – primas e preparação. Há referencias de 1079 feita por santa Hildegarda, abadesca de Rupertsberg, dizendo que o lúpulo era a matéria que se juntava á cerveja para aromatizar e dar-lhe o amargor inconfundível.

O lúpulo era cultivado na Baviera, Francônia e Baixa Saxônia o que leva a crer que o cultivo já se destinava a produção de cerveja , o que mostra o quanto já estava enraizado nos hábitos e costumes de futuros estados alemães a cultura cervejeira.

A prática da cerveja domestica e artezanal em Portugal difundiu se a partir do sul, numa provável rota de chegada para o Brasil. Sendo que a variedade de matérias-primas existente para a produção de bebidas alcoólicas no Brasil colonial impediu no inicio que a cerveja tivesse maior aceitação e consumo. Com o advento da independência e com a chegada de imigrantes suíços, alemães, bávaros e saxônicos, é provável que o Brasil já possuísse uma pequena produção cervejeira doméstica em meados do século XIX. Com a explosão demográfica ocorrida no século XX, e consequentemente a industrialização e tecnificação dos produtos alimenticios da se o avanço da industria cervejeira mundial e brasileira.

Estilos de cerveja – Fermentações

Cervejas Lager – nome inglês para qualquer cerveja de baixa fermentação, aproxima se nos Estados Unidos e Reino Unido da pilsener.

Bock – cor muito escura e avermelhada oriunda da Baixa Saxônia. Significa bode. Serve se ‘a temperatura ambiente, as vezes ligeiramente resfriada, teor alcoólico de 7% .

Doppelbock – é mais forte que a bock, apresentando teor alcoólico entre 7,5% e 13 %. Produzida inicialmente na Baviera por monges beneditinos. Costuma se servir na temperatura ambiente ou ligeiramente resfriada.

Pilsen – originalmente pilsen é da cidade de Plezen, Bohemia Republica Tcheca. Cerveja de baixa fermentação, cor clara e sabor refrescante. São as cervejas mais populares do mundo. Bohemia, Skol, Sol, Brahma, Antarctica etc.

Alta Fermentação

Cervejas Ale – Nome genérico para cervejas de estilo inglês cor de cobre, as vezes mais escura. São as sazonais de alta fermentação. Servida em temperatura de adega na Bélgica, França (fronteiras), Alemanha e Países Baixos.

Barley wine – muito escura, quase opaca. Chegam a ter teor alcoólico similar ao vinho, em torno de 12%.

Bitter – Com lúpulo bem acentuado e amarga. Tem tons cobreados e rubi. Leve e de sabor amargo.

Blonde Ale – sabor maltado, aroma de lúpulo levemente frutada.

Brown Ale – de cor castanha. Paladar suave, levemente amargo e nozes.

Indian Pale Ale – de corpo médio, com grande quantidade lúpulo, tem teor acoólico entre 5,5 % e 7 % .

Pale Ale – o adjetivo pale inicialmente foi usado em oposição a negra porter londrina. De coloração que oscila de palha ao cobre. São as cervejas “ruivas” por natureza.

Porter – cultuada por cervejeiros. É originalmente londrina, feita de cevada tostada mas não maltada, com lupulo acentuado e misturado. Tem tons marrons, cobre e preto. Com aroma de café.

Strong Ale – teor alcoólico elevado e bem escura. O paladar adocicado disfarça o teor que pode alcançar 6% a 8%.

Dry stout – encorpada, sabor amargo e cremosa. Aroma de café queimado inicialmente.

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